RBA disponibiliza cobertura em filme da Oficina “Hidrelétricas e Povos Indígenas: construindo diálogos e trocando experiências”

A Rede de Barragens Amazônicas (RBA) disponibilizou um conjunto de vídeos que compõe a cobertura da oficina entre os povos amazônicos atingidos por barragem, o evento aconteceu em outubro do ano passado e é fruto do esforço da RBA, através do projeto Pesquisador Visitante da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior), instituição brasileira de apoio à pesquisa.

O encontro foi pensado para ser um espaço de discussão e, sobretudo, de trocas de experiências entre diferentes povos amazônicos que tenham sido afetados por barragens ou que estivessem em processo de negociação, estiveram presentes as etnias Kaibi, Juruna, Apinajé, Krahô e Xerente. A oficina aconteceu na Terra Indígena Xerente, na cidade de Tocantínia, estado do Tocantins, e foi palco de discussões sobre os processos de negociação com as empresas construtoras dos empreendimentos sob o olhar das diferentes etnias.

A cobertura fílmica do evento está dividida em pequenos vídeos e conta com as boas vindas do povo Xerente, depoimentos do processo de negociação dos povos presentes na oficina, explanação sobre o processo de estudo e implementação de hidrelétricas, além de avaliação da oficina e agradecimentos.

Os filmes podem ser acessados no canal do YouTube da RBA (https://www.youtube.com/channel/UCrf7ydas1Md28mEQt_C55_g) a ideia é que o repositório de vídeos possa conter filmes ou documentários produzidos pela própria rede, como também outros vídeos importantes para a discussão das barragens amazônicas, em suas diferentes nuances.

Documentário em fase de finalização

Um documentário contento a narrativa do povo Xerente e o diálogo entre os outros povos envolvidos no encontro de Tocantínia está em fase de edição e finalização. O filme, que recebeu o apoio do Fundo Socioambiental Casa, será lançado ainda em 2017 e tem o objetivo de ser uma narrativa imagética e sonoro sensorial da experiência enfrentada pelos povos Xerente, Apinajé, Krahô, Kaiabi e Juruna depois da instalação de hidrelétricas nas proximidades de suas terras.